A maneira como um espaço nos faz sentir ganha protagonismo na Mostra de Paisagismo e Decoração da Expoflora 2026. Nos 18 ambientes, plantas, arquitetura, decoração, arte e diferentes soluções de paisagismo são combinadas para criar lugares que vão além da contemplação: são feitos para acolher, reunir, estimular os sentidos, despertar memórias, proporcionar pausas e aproximar as pessoas da natureza e umas das outras.

A Mostra é uma das atrações da 43ª Expoflora, realizada de 28 de agosto a 27 de setembro, às sextas-feiras, sábados e domingos, além do feriado de 7 de setembro, sempre das 9h às 19h, em Holambra, no interior de São Paulo. Ao longo do período, os ambientes funcionam também como uma vitrine de ideias, tendências e soluções para áreas internas e externas, reunindo profissionais de diferentes áreas em propostas que mostram novas formas de incorporar o paisagismo ao cotidiano.

A concepção dos espaços acompanha uma forma cada vez mais presente de pensar o paisagismo e a arquitetura: não apenas pela estética, mas pela experiência de quem utiliza os ambientes. Cores, aromas, sons, texturas, água, luz, sombra e vegetação passam a participar da criação de lugares destinados ao descanso, à convivência e ao bem-estar. Ao longo da Mostra, essa relação aparece em jardins, varandas, quintais, áreas gourmet, espaços de banho, ateliês e ambientes de permanência, com referências que podem ser transportadas para casas e apartamentos de diferentes dimensões.

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Essa preocupação com a experiência humana assume formas bastante distintas entre os projetos. No “Refúgio”, paisagismo e neuroarquitetura se unem em uma proposta especialmente atenta às pessoas no espectro autista, com iluminação difusa, cores suaves, água em movimento, tecidos e vegetação organizados para criar uma experiência de menor carga sensorial, com possibilidades de pausa e descompressão. No “Ambiente Dopamina”, o caminho é outro: o jardim busca provocar alegria, curiosidade e surpresa e cria uma área de convivência para refeições e encontros entre familiares e amigos, inclusive como convite a momentos distantes dos estímulos digitais.

Há ainda jardins pensados para serem compartilhados com animais de estimação; espaços que recuperam memórias das casas e quintais dos avós e saberes transmitidos entre gerações; ambientes que aproximam arte e vegetação; propostas para levar um refúgio tropical às varandas dos apartamentos; áreas construídas em torno da comida, do fogo e da conversa; e projetos que exploram referências culturais de diferentes lugares e épocas. Em um dos ambientes, dois espaços praticamente idênticos são apresentados lado a lado para permitir que o visitante perceba, na prática, o quanto a presença do paisagismo é capaz de alterar a sensação e a identidade de um lugar.

Em meio a propostas tão diferentes, a Mostra revela diversas possibilidades para uma mesma questão: como o paisagismo pode transformar não apenas os espaços, mas a experiência de quem vive neles. Flores e folhagens deixam de cumprir apenas uma função decorativa e passam a participar da criação de ambientes sensoriais, inclusivos e conectados às necessidades e aos modos de vida contemporâneos.