Indaiatuba encerrou julho de 2026 com saldo negativo de 1.166 empregos com carteira assinada. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o município registrou 4.734 admissões e 5.900 desligamentos no período, com a indústria concentrando praticamente toda a perda de postos de trabalho.

O resultado representa uma mudança em relação a junho, quando a cidade havia criado 60 vagas, após 4.824 contratações e 4.764 desligamentos. Também ficou abaixo do desempenho de julho de 2025, mês em que Indaiatuba teve saldo positivo de 234 empregos formais.

A indústria foi responsável pelo fechamento de 1.153 vagas em julho deste ano. Serviços também terminou o mês no negativo, com 33 postos a menos, assim como a Construção, que perdeu 30.

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Comércio e Agropecuária foram os únicos setores com geração líquida de empregos no município. O Comércio apresentou saldo positivo de 40 vagas, enquanto a Agropecuária criou 10 postos.

Apesar da queda registrada em julho, Indaiatuba continua com resultado positivo no acumulado do ano. Entre janeiro e julho, foram contabilizadas 35.973 admissões e 34.313 desligamentos, o que corresponde à criação líquida de 1.660 empregos formais.

O saldo, no entanto, é menor que o observado no mesmo período de 2025. Nos sete primeiros meses do ano passado, a cidade havia acumulado 2.359 novas vagas. A diferença é de 699 postos, uma redução de aproximadamente 30% na geração líquida de empregos.

No acumulado de 2026, Serviços apresenta o melhor desempenho, com 1.742 vagas criadas. Construção aparece na sequência, com saldo de 182 postos, e Agropecuária, com 28. Comércio acumula perda de 22 vagas, enquanto a Indústria registra saldo negativo de 270 empregos entre janeiro e julho.

Os dados de julho mostram ainda que os homens concentraram a maior parte das perdas, com saldo negativo de 1.015 vagas. Entre as mulheres, foram 151 postos a menos.

Na divisão por idade, trabalhadores de 30 a 39 anos tiveram o maior saldo negativo, com perda de 446 vagas. Entre aqueles de 40 a 49 anos, foram fechados 400 postos, enquanto a faixa dos 50 aos 64 anos apresentou redução de 176 empregos.

A queda também se concentrou entre trabalhadores com ensino médio completo, grupo que terminou julho com saldo negativo de 1.075 postos de trabalho.

Cenário nacional

Enquanto Indaiatuba apresentou retração, o Brasil encerrou julho com saldo positivo de 58.568 empregos formais. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos no país.

Com o resultado, o estoque nacional chegou a 48.082.866 vínculos formais. De janeiro a julho, foram criados 972.203 empregos com carteira assinada, crescimento de 2,06%. No período de 12 meses encerrado em julho, o saldo ficou positivo em 880.717 vagas.

Quatro dos cinco grandes setores da economia tiveram geração de empregos no país durante julho. Serviços liderou, com 24.098 vagas, seguido por Construção, com 12.691; Agropecuária, com 12.523; e Indústria, com 11.315. O Comércio foi o único setor com resultado negativo, com fechamento de 2.056 postos.